Errei: Inkoom realmente está de ala pela direita. E a bola de cristal tem a sua melhor chance: o gol logo no início de Gana (de Kevin Prince Boateng) não significará derrota dos EUA... inclua uma risada tenebrosa aqui.
A lentidão do lado esquerdo da zaga dos EUA com Bocanegra e Bornstein não ficaria evidente contra a fraca Argélia, único jogo destes dois na Copa. Mas, mesmo se Onyewu jogasse, Rajevac estaria certo se explorasse a lentidão de Bocanegra.
Por outro lado posso considerar acerto ter falado que havia um problema, uma indecisão, de Bob Bradley a respeito de quem faz parceria com seu filho no meio de campo?
Clark teve seu dia de Rodrigo Mancha, mas Bob Bradley deu um exemplo de como tratar o atleta que ele teve que substituir com meia hora de jogo. Não havia como mantê-lo em campo. Mas Bradley fez questão de dar carinho ao jogador. Quantos que falam em "família" isso, "família" aquilo, nem olhariam para o cara?
sábado, 26 de junho de 2010
EUA versus Gana
Oitavas jogo 2 prévia EUA-Gana
EUA:
Jogos no grupo C:
Estréia: 1-1 Inglaterra. Um frangaço (Green engoliu a bola num chute de Dempsey, que nem pegou tão bem) garantiu o 1º ponto norte-americano. Apesar de ter sido através desta falha, o resultado foi coerente (#convocaDunga) com o que se viu da partida. O gol inglês surgiu muito rapidamente, numa boa jogada de Emile Heskey – o mais contestado jogador inglês, chamado de Mr. M pelo Guardian – completada por Gerrard. Mas foi um brilhareco este início do English Team.
Novo empate 2-2 com a Eslovênia. A seleção norte-americana perdia de 0-2 e buscou o resultado. Na verdade virou o jogo, mas o árbitro Koman Coulibaly (de Mali), anulou um GO legítimo de forma absurda.
A vitória com um gol nos acréscimos: 1-0, gol de Landon Donovan contra a Argélia, quando os EUA pareciam eliminados e o jogo entre Eslovenia e Inglaterra já havia acabado.Também nesta partida foi anulado um gol legal dos norte-americanos. Mas foi um lance bem mais difícil, um erro aceitável.
Gana, por sua vez venceu a Sérvia (1-0), empatou com a Austrália (1-1) e perdeu para a Alemanha (0-1).
Os EUA jogam com o experiente [1] Howard (goleiro do Everton com passgem pelo Man Utd) no gol. A zaga, com laterais que saem pouco, forma com [6] Cherundolo (do Hannover)/ [15] DeMerit (ex-capitão do Watford, mas que foi liberado após o fim do campeonato inglês) / [3] Bocanegra (do Rennes), que jogou as duas partidas iniciais na lateral esquerda mas foi deslocado para a 4ª zaga / [12] Bornstein, do Chivas USA, na lateral esquerda.
Esta escalação da zaga repete o 3º jogo, em que Bocanegra foi para a 4ª zaga em lugar de Onyewu (do Milan).
No meio dois volantes protegem a zaga, [4] Bradley (do Borussia M’gladbach) e mais um – já explico – e liberam as duas peças mais capazes (e versáteis) do time: [10] Landon Donovan (do L.A. Galaxy, mas com duas passagens pelo Bayern Munique e que melhorou este ano o jogo do Everton no campeonato inglês) e [8] Clint Dempsey (jogador do Fulham). Eles iniciam o jogo um pouco mais abertos, mas variam muito de posicionamento durante a partida. Ambos atuam também como atacantes, conduzem bem a bola e são bons finalizadores.
Sobre os volantes, explico: contra a Inglaterra jogou [13] Ricardo Clark (do Eintracht Frankfurt), contra a Eslovênia a posição foi de [16] Torres, do Pachuca. Na partida decisiva [19] Maurice Edu, jogador do Glasgow Rangers, foi quem jogou por ali. Hoje será Clark, novamente. Em seu 1º ano de Bundesliga ele esteve contundido a maior parte do tempo.
O ataque é composto por [20] Robbie Findley (do Real Salt Lake) e [17] Jozy Altidore (que pertence ao Villarreal, mas esteve, por empréstimo, no Hull City). Altidore é ainda um jogador em formação: muito forte fisicamente, mas que erra demais. No 3º jogo Findley estava suspenso, em seu lugar jogou Gómez, do Puebla (um dos artilheiros do último campeonato mexicano).
Na equipe ganesa há uma novidade, [7] Inkoom. Ele costuma jogar como lateral direito ou zagueiro pelo Basel, mas está escalado no meio. O goleiro será como nas outras partidas o reserva do Wigan, Kingson.
A zaga formará como na 3ª partida: [4] Pantsil (do Fulham) / [8] Jonathan Mensah, da Udinese, de apenas 19 anos e sem nenhum parentesco com o outro zagueiro / [5] John Mensah (do Lyon) / [2] Sarpei (Bayer Leverkusen)
No meio: a novidade [7] Inkoom e [6] Annan (do Rosenborg, da Noruega) protegem a zaga. [23] Kevin-Prince Boateng também tem papel mais de marcação. Durante as partidas de grupo eles liberavam 3 meias para chegar no atacante isolado. Mas hoje veremos apenas [21] Asamoah e [13] André Ayew. [12] Tagoe ficou de fora. [3] Gyan continua isolado no ataque.
Este "respeito" ganês mostra como houve evolução do futebol norte-americano. Acho que dá EUA.
EUA:
Jogos no grupo C:
Estréia: 1-1 Inglaterra. Um frangaço (Green engoliu a bola num chute de Dempsey, que nem pegou tão bem) garantiu o 1º ponto norte-americano. Apesar de ter sido através desta falha, o resultado foi coerente (#convocaDunga) com o que se viu da partida. O gol inglês surgiu muito rapidamente, numa boa jogada de Emile Heskey – o mais contestado jogador inglês, chamado de Mr. M pelo Guardian – completada por Gerrard. Mas foi um brilhareco este início do English Team.
Novo empate 2-2 com a Eslovênia. A seleção norte-americana perdia de 0-2 e buscou o resultado. Na verdade virou o jogo, mas o árbitro Koman Coulibaly (de Mali), anulou um GO legítimo de forma absurda.
A vitória com um gol nos acréscimos: 1-0, gol de Landon Donovan contra a Argélia, quando os EUA pareciam eliminados e o jogo entre Eslovenia e Inglaterra já havia acabado.Também nesta partida foi anulado um gol legal dos norte-americanos. Mas foi um lance bem mais difícil, um erro aceitável.
Gana, por sua vez venceu a Sérvia (1-0), empatou com a Austrália (1-1) e perdeu para a Alemanha (0-1).
Os EUA jogam com o experiente [1] Howard (goleiro do Everton com passgem pelo Man Utd) no gol. A zaga, com laterais que saem pouco, forma com [6] Cherundolo (do Hannover)/ [15] DeMerit (ex-capitão do Watford, mas que foi liberado após o fim do campeonato inglês) / [3] Bocanegra (do Rennes), que jogou as duas partidas iniciais na lateral esquerda mas foi deslocado para a 4ª zaga / [12] Bornstein, do Chivas USA, na lateral esquerda.
Esta escalação da zaga repete o 3º jogo, em que Bocanegra foi para a 4ª zaga em lugar de Onyewu (do Milan).
No meio dois volantes protegem a zaga, [4] Bradley (do Borussia M’gladbach) e mais um – já explico – e liberam as duas peças mais capazes (e versáteis) do time: [10] Landon Donovan (do L.A. Galaxy, mas com duas passagens pelo Bayern Munique e que melhorou este ano o jogo do Everton no campeonato inglês) e [8] Clint Dempsey (jogador do Fulham). Eles iniciam o jogo um pouco mais abertos, mas variam muito de posicionamento durante a partida. Ambos atuam também como atacantes, conduzem bem a bola e são bons finalizadores.
Sobre os volantes, explico: contra a Inglaterra jogou [13] Ricardo Clark (do Eintracht Frankfurt), contra a Eslovênia a posição foi de [16] Torres, do Pachuca. Na partida decisiva [19] Maurice Edu, jogador do Glasgow Rangers, foi quem jogou por ali. Hoje será Clark, novamente. Em seu 1º ano de Bundesliga ele esteve contundido a maior parte do tempo.
O ataque é composto por [20] Robbie Findley (do Real Salt Lake) e [17] Jozy Altidore (que pertence ao Villarreal, mas esteve, por empréstimo, no Hull City). Altidore é ainda um jogador em formação: muito forte fisicamente, mas que erra demais. No 3º jogo Findley estava suspenso, em seu lugar jogou Gómez, do Puebla (um dos artilheiros do último campeonato mexicano).
Na equipe ganesa há uma novidade, [7] Inkoom. Ele costuma jogar como lateral direito ou zagueiro pelo Basel, mas está escalado no meio. O goleiro será como nas outras partidas o reserva do Wigan, Kingson.
A zaga formará como na 3ª partida: [4] Pantsil (do Fulham) / [8] Jonathan Mensah, da Udinese, de apenas 19 anos e sem nenhum parentesco com o outro zagueiro / [5] John Mensah (do Lyon) / [2] Sarpei (Bayer Leverkusen)
No meio: a novidade [7] Inkoom e [6] Annan (do Rosenborg, da Noruega) protegem a zaga. [23] Kevin-Prince Boateng também tem papel mais de marcação. Durante as partidas de grupo eles liberavam 3 meias para chegar no atacante isolado. Mas hoje veremos apenas [21] Asamoah e [13] André Ayew. [12] Tagoe ficou de fora. [3] Gyan continua isolado no ataque.
Este "respeito" ganês mostra como houve evolução do futebol norte-americano. Acho que dá EUA.
Você sabe como joga a Coréia do Sul?
O confronto que abre as oitavas de final neste sábado às 11h da manhã não é uma novidade em Copas. Em 1990 o Uruguai venceu por 1-0 este confronto pela última rodada do Grupo G terminando uma posição acima dos sul-coreanos. Infelizmente, para ambos, eram as últimas colocações do grupo e eles foram eliminados (foi a única vitória celeste naquela Copa e a Coréia do Sul era um saco de pancada, perdeu todos os jogos).
O Uruguai passou em 1º no Grupo A e, após um empate sem gols com a então favorita – e hoje já em Paris – seleção treinada por Raymond Domenech, foi capaz de vencer seus dois últimos jogos, primeiro batendo os anfitriões por 3-0 e derrotando por 1-0 o México no jogo que acabou não sendo de compadres. Nada mal para a seleção que entrou no grupo pelo pote 4.
Já a Coréia do Sul bateu a Grécia em sua estréia por 2-0. Na partida seguinte foi exposta pela Argentina, embora o 4-1 tenha surgido no fim (houve um momento no 2º tempo em que a Coréia perdia por um gol de diferença e teve algumas chances reais de gol, embora a Argentina seja superior). A equipe asiática conseguiu sua classificação no empate em 2-2 com a Nigéria, partida em que contou com a sorte. Não concorda? Reveja os melhores momentos... eles contém um dos ‘piores’ momentos da história das Copas, talvez o gol ‘mais’ perdido. Isso é tão óbvio quanto a inacreditável musculatura do pescoço de Yakubu, o centroavante do Everton, autor da proeza. Mas não há como dizer que a Coréia do Sul não tem méritos, e como já tratei dos favoritos para este confronto, os uruguaios, aqui no blog, começo pelos ‘underdogs’.
CORÉIA DO SUL
A equipe base coreana é formada pelo goleiro [18] Sungryong (os nomes coreanos estão grafados assim nas camisas, cujos números coloquei entre colchetes... e é bom lembrar que Park, Lee, Cha, Wong, são os nomes das famílias). O miolo de zaga tem [4] Yonghyung e [14] Jungsoo. Nas laterais, um pouco mais avançados temos [22] Duri pela direita e [12] Youngpyo do outro lado. Duri não jogou contra a Argentina, em seu lugar esteve [2] Beomseok.
A equipe trabalha no esquema “da moda”, o 4-2-3-1. [8] Jungwoo e [16] Sungyueng protege a zaga. Na frente deles, encarregados de conduzir a equipe ao ataque, estão [17] Chungyong, [7] Jisung (sim, o Park do Man Utd.) e [13] Jaesung (em lugar de [19] Kihun que foi o titular nas 3 partidas da fase de grupos). No ataque fica o camisa [10] Chuyoung, outro destaque da seleção (é excelente na cobrança de faltas, por exemplo). Jogador que, entretanto, foi o responsável pelo 1º gol sofrido por sua equipe nesta Copa, abrindo o placar da goleada argentina com um gol contra. Talvez a entrada de [13] Jaesung, indique alguma preocupação defensiva maior.
A equipe falha em bolas aéreas (o jogo da Grécia poderia ter começado muito mal para os sul-coreanos se Torosidis tivesse acertado o gol após um escanteio pela direita deixá-lo sozinho no meio da área, sem que ninguém confrontasse seu chute, logo aos 3 minutos de jogo). Mas também foi capaz de aprontar em bolas aéreas no ataque (está longe de ser um time baixinho e leve como reza a cartilha dos clichês de Copas para os asiáticos). E foi isso que fez, também na estréia, 3 minutos depois de sofrer perigo. Cobrança de [16] Sungyueng pela esquerda, a bola desvia num grego e [14] Jungsoo consegue chutá-la pro gol. Este gol foi “repetido” contra a Nigéria: cobrança de falta pela esquerda, pelo mesmo volante, com uma conclusão, desta vez mais estabanada, do mesmo zagueiro, que tentou o cabeceio... a bola bateu em seu pé por acaso. Era o gol de empate da Coréia do Sul, 1-1, naquele momento (a partida terminaria empatada em 2 gols).
O 2º gol no jogo contra a Grécia também indica um ponto forte dos sul-coreanos: assim que o zagueiro Vyntras perdeu o domínio da bola, [7] Jisung roubou e bateu deslocando o goleiro. O jogador mais conhecido da equipe asiática, desde 2005 no Manchester United (e antes disso no PSV Eindhoven, graças ao seu desempenho na Copa de 2002), marcou seu 3º gol em Copas, até aqui um em cada Copa que disputou.
Foi também aproveitando-se de um vacilo da zaga adversária que surgiu o único gol contra a Argentina. Demichelis teve dificuldades no domínio da bola e, de costas, não percebeu o adversário. [17] Chungyong pressionou, tomou a bola e fez o gol.
Os dois gols iniciais da Argentina surgiram em jogadas aéreas, cruzamentos que vieram da esquerda. O 1º com um gol contra do centroavante coreano. O 2º com um desvio no meio da área e a conclusão, também de cabeça, de Higuaín. Os outros gols também foram de “Pipita” Higuaín, mas o 3º ele só empurrou após uma jogada do maior jogador do mundo no momento, Lionel Messi (que chutou na trave). O 4º gol repetia a lição da bola alta, cruzada da esquerda, pro cabeceio do artilheiro.
Para fechar: embora [10] Chuyoung bata bem faltas, é necessário observar que em seu gol contra a Nigéria houve colaboração do bom goleiro nigeriano Eneyama, que teve alguns dos melhores momentos da Copa, mas também alguns dos piores apagões.
O Uruguai passou em 1º no Grupo A e, após um empate sem gols com a então favorita – e hoje já em Paris – seleção treinada por Raymond Domenech, foi capaz de vencer seus dois últimos jogos, primeiro batendo os anfitriões por 3-0 e derrotando por 1-0 o México no jogo que acabou não sendo de compadres. Nada mal para a seleção que entrou no grupo pelo pote 4.
Já a Coréia do Sul bateu a Grécia em sua estréia por 2-0. Na partida seguinte foi exposta pela Argentina, embora o 4-1 tenha surgido no fim (houve um momento no 2º tempo em que a Coréia perdia por um gol de diferença e teve algumas chances reais de gol, embora a Argentina seja superior). A equipe asiática conseguiu sua classificação no empate em 2-2 com a Nigéria, partida em que contou com a sorte. Não concorda? Reveja os melhores momentos... eles contém um dos ‘piores’ momentos da história das Copas, talvez o gol ‘mais’ perdido. Isso é tão óbvio quanto a inacreditável musculatura do pescoço de Yakubu, o centroavante do Everton, autor da proeza. Mas não há como dizer que a Coréia do Sul não tem méritos, e como já tratei dos favoritos para este confronto, os uruguaios, aqui no blog, começo pelos ‘underdogs’.
CORÉIA DO SUL
A equipe base coreana é formada pelo goleiro [18] Sungryong (os nomes coreanos estão grafados assim nas camisas, cujos números coloquei entre colchetes... e é bom lembrar que Park, Lee, Cha, Wong, são os nomes das famílias). O miolo de zaga tem [4] Yonghyung e [14] Jungsoo. Nas laterais, um pouco mais avançados temos [22] Duri pela direita e [12] Youngpyo do outro lado. Duri não jogou contra a Argentina, em seu lugar esteve [2] Beomseok.
A equipe trabalha no esquema “da moda”, o 4-2-3-1. [8] Jungwoo e [16] Sungyueng protege a zaga. Na frente deles, encarregados de conduzir a equipe ao ataque, estão [17] Chungyong, [7] Jisung (sim, o Park do Man Utd.) e [13] Jaesung (em lugar de [19] Kihun que foi o titular nas 3 partidas da fase de grupos). No ataque fica o camisa [10] Chuyoung, outro destaque da seleção (é excelente na cobrança de faltas, por exemplo). Jogador que, entretanto, foi o responsável pelo 1º gol sofrido por sua equipe nesta Copa, abrindo o placar da goleada argentina com um gol contra. Talvez a entrada de [13] Jaesung, indique alguma preocupação defensiva maior.
A equipe falha em bolas aéreas (o jogo da Grécia poderia ter começado muito mal para os sul-coreanos se Torosidis tivesse acertado o gol após um escanteio pela direita deixá-lo sozinho no meio da área, sem que ninguém confrontasse seu chute, logo aos 3 minutos de jogo). Mas também foi capaz de aprontar em bolas aéreas no ataque (está longe de ser um time baixinho e leve como reza a cartilha dos clichês de Copas para os asiáticos). E foi isso que fez, também na estréia, 3 minutos depois de sofrer perigo. Cobrança de [16] Sungyueng pela esquerda, a bola desvia num grego e [14] Jungsoo consegue chutá-la pro gol. Este gol foi “repetido” contra a Nigéria: cobrança de falta pela esquerda, pelo mesmo volante, com uma conclusão, desta vez mais estabanada, do mesmo zagueiro, que tentou o cabeceio... a bola bateu em seu pé por acaso. Era o gol de empate da Coréia do Sul, 1-1, naquele momento (a partida terminaria empatada em 2 gols).
O 2º gol no jogo contra a Grécia também indica um ponto forte dos sul-coreanos: assim que o zagueiro Vyntras perdeu o domínio da bola, [7] Jisung roubou e bateu deslocando o goleiro. O jogador mais conhecido da equipe asiática, desde 2005 no Manchester United (e antes disso no PSV Eindhoven, graças ao seu desempenho na Copa de 2002), marcou seu 3º gol em Copas, até aqui um em cada Copa que disputou.
Foi também aproveitando-se de um vacilo da zaga adversária que surgiu o único gol contra a Argentina. Demichelis teve dificuldades no domínio da bola e, de costas, não percebeu o adversário. [17] Chungyong pressionou, tomou a bola e fez o gol.
Os dois gols iniciais da Argentina surgiram em jogadas aéreas, cruzamentos que vieram da esquerda. O 1º com um gol contra do centroavante coreano. O 2º com um desvio no meio da área e a conclusão, também de cabeça, de Higuaín. Os outros gols também foram de “Pipita” Higuaín, mas o 3º ele só empurrou após uma jogada do maior jogador do mundo no momento, Lionel Messi (que chutou na trave). O 4º gol repetia a lição da bola alta, cruzada da esquerda, pro cabeceio do artilheiro.
Para fechar: embora [10] Chuyoung bata bem faltas, é necessário observar que em seu gol contra a Nigéria houve colaboração do bom goleiro nigeriano Eneyama, que teve alguns dos melhores momentos da Copa, mas também alguns dos piores apagões.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Prévia de Alemanha e Sérvia
Joachim Löw não vai mudar sua equipe, após o 4-0 contra a Austrália, uma estréia excelente. Na Sérvia, Radomir Antic faz três substituições:
Subotic entra em lugar de Lukovic (expulso aos 29 minutos do 2ºT, quando o jogo ainda estava 0-0);
Kuzmanovic substitui Milijas (o que, de fato, ocorre desde 17 minutos do 2ºT da estréia);
E sai Marko Pantelic (que teve uma estréia cheia de canelas), para a entrada de Ninkovic. Esta é a mudança tática da equipe, o volante que joga pelo Dinamo Kiev substituindo o centroavante veterano.
Se não estiver apenas com medo da Alemanha, Radomir Antic deve pedir que Jovanovic aproveite melhor o espaço que Lahm oferece.
A Alemanha que deu o melhor espetáculo da 1ª rodada da Copa do Mundo formou com Manuel Neuer no gol, seu miolo de zaga com Mertesacker pela direita e Friedrich pela esquerda (não caiam na formação que a FIFA apresenta, eles, volta e meia, invertem os zagueiros). Badstuber sobe menos pela lateral esquerda do que Lahm pela direita.
Schweinsteiger e Khedira (Schweini quase sempre um pouco atrás e à esquerda de seu companheiro) iniciam o meio. Ambos sabem conduzir o jogo e tem bom passe, são volantes “de sonho”. Abertos, Thomas Müller (na minha opinião o melhor jogador em campo na estréia) e Podolski (o melhor do jogo pelos votantes no site da FIFA) criam muitos problemas ofensivos. Mas, é importante notar, não foram atacados por laterais fortes no apoio. Özil ficou, surpreendentemente para mim, bem próximo ao atacante “isolado”, Klose. O meia do Werder Bremen foi destacado por boa parte da imprensa.
A Sérvia na derrota para Gana tinha Stojkovic no gol, Vidic e Lukovic no miolo de zaga, Ivanovic e Kolarov nas laterais, o primeiro sendo mais freqüente no apoio pela direita do que Kolarov. Milijas e Stankovic se posicionam pelo meio, mas não conseguiram ditar o jogo. Krasic, do CSKA Moscou e Jovanovic jogam bem mais avançados, mas não abrem tanto para as laterais.
Os atacantes foram pavorosos na partida inicial: Pantelic errou demais e o gigante Zigic parece cada vez mais não ter consciência de suas limitações, pois saía para buscar o jogo, sendo freqüente no jogo contra Gana, que estivesse atrás dos dois meias.
Resta saber se a Alemanha conseguirá se defender de uma equipe com maior condição ofensiva. E não parece que este teste ocorrerá no jogo de hoje.
Subotic entra em lugar de Lukovic (expulso aos 29 minutos do 2ºT, quando o jogo ainda estava 0-0);
Kuzmanovic substitui Milijas (o que, de fato, ocorre desde 17 minutos do 2ºT da estréia);
E sai Marko Pantelic (que teve uma estréia cheia de canelas), para a entrada de Ninkovic. Esta é a mudança tática da equipe, o volante que joga pelo Dinamo Kiev substituindo o centroavante veterano.
Se não estiver apenas com medo da Alemanha, Radomir Antic deve pedir que Jovanovic aproveite melhor o espaço que Lahm oferece.
A Alemanha que deu o melhor espetáculo da 1ª rodada da Copa do Mundo formou com Manuel Neuer no gol, seu miolo de zaga com Mertesacker pela direita e Friedrich pela esquerda (não caiam na formação que a FIFA apresenta, eles, volta e meia, invertem os zagueiros). Badstuber sobe menos pela lateral esquerda do que Lahm pela direita.
Schweinsteiger e Khedira (Schweini quase sempre um pouco atrás e à esquerda de seu companheiro) iniciam o meio. Ambos sabem conduzir o jogo e tem bom passe, são volantes “de sonho”. Abertos, Thomas Müller (na minha opinião o melhor jogador em campo na estréia) e Podolski (o melhor do jogo pelos votantes no site da FIFA) criam muitos problemas ofensivos. Mas, é importante notar, não foram atacados por laterais fortes no apoio. Özil ficou, surpreendentemente para mim, bem próximo ao atacante “isolado”, Klose. O meia do Werder Bremen foi destacado por boa parte da imprensa.
A Sérvia na derrota para Gana tinha Stojkovic no gol, Vidic e Lukovic no miolo de zaga, Ivanovic e Kolarov nas laterais, o primeiro sendo mais freqüente no apoio pela direita do que Kolarov. Milijas e Stankovic se posicionam pelo meio, mas não conseguiram ditar o jogo. Krasic, do CSKA Moscou e Jovanovic jogam bem mais avançados, mas não abrem tanto para as laterais.
Os atacantes foram pavorosos na partida inicial: Pantelic errou demais e o gigante Zigic parece cada vez mais não ter consciência de suas limitações, pois saía para buscar o jogo, sendo freqüente no jogo contra Gana, que estivesse atrás dos dois meias.
Resta saber se a Alemanha conseguirá se defender de uma equipe com maior condição ofensiva. E não parece que este teste ocorrerá no jogo de hoje.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Intervalo:
Cavani tem a responsabilidade de, quando o Uruguai não tem a bola, acompanhar a descida do lateral Masilela. Quando a bola é recuperada, entretanto, os três atacantes de origem (Forlán hoje está no meio) variam de posição. Quase sempre, neste tempo inicial, Forlán ficou livre, pouco incomodado pelos volantes da África do Sul.
Na zaga, Maxi Pereira foi recuado para a lateral direita, Fucile faz a esquerda e permite que Álvaro Pereira fique mais livre.
Na África do Sul, completamente controlada neste tempo inicial (até as vuvuzelas se calaram um pouco), é necessário que Pienaar busque comandar sua equipe. No Everton ele é ótimo coadjuvante. Mas como protagonista está devendo.
E Parreira perde seu volante favorito para o jogo contra a França: Dikgacoi (diga sem medo: DiRRAtuê)levou o 2o amarelo.
Cavani tem a responsabilidade de, quando o Uruguai não tem a bola, acompanhar a descida do lateral Masilela. Quando a bola é recuperada, entretanto, os três atacantes de origem (Forlán hoje está no meio) variam de posição. Quase sempre, neste tempo inicial, Forlán ficou livre, pouco incomodado pelos volantes da África do Sul.
Na zaga, Maxi Pereira foi recuado para a lateral direita, Fucile faz a esquerda e permite que Álvaro Pereira fique mais livre.
Na África do Sul, completamente controlada neste tempo inicial (até as vuvuzelas se calaram um pouco), é necessário que Pienaar busque comandar sua equipe. No Everton ele é ótimo coadjuvante. Mas como protagonista está devendo.
E Parreira perde seu volante favorito para o jogo contra a França: Dikgacoi (diga sem medo: DiRRAtuê)levou o 2o amarelo.
Tabárez tenta solucionar um problema
Fiquei surpreso ao ver no segundo jogo do 1º dia desta Copa o posicionamento dos atacantes uruguaios. Não por Forlán que, como gosta de fazer, sai da área e prefere ter a bola no pé e determinar o jogo. Mas por Luis Suárez. Ainda que algumas vezes ‘El Conejo’ tenha jogado centralizado, suas qualidades (óbvias aliás quando joga pelo Ajax, seu time desde 2007), são as de segundo atacante, principalmente quando joga aberto, aproveitando-se com velocidade e técnica dos laterais adversários e de falhas de coberturas defensivas.
Mas não foi isso que se viu. Obrigado por um sistema ortodoxo, em que parece ser obrigatória a existência de um centroavante, a virar este foco ofensivo, Suárez foi peça nula no jogo contra a França. Pior que isso: foi freqüente vê-lo muito próximo à Forlán, diminuindo o espaço e nem por isso oferecendo maiores possibilidades. (Quem olhou apenas o minuto inicial do jogo viu Suárez sair do meio da área e correr para as costas de Sagna... mas patinar). Pelo SporTV Lédio Carmona chegou a dizer, sem nenhum erro, que Suárez era um autêntico ponta. Infelizmente, depois disso, não foi nada autêntico. Nem ponta.
Com a entrada de Abreu, centroavante de fato, imaginou-se que o Uruguai resolveria o problema. Não foi o que aconteceu, Forlán continuou a ser embolado e não ajudado por seu companheiro.
Com as escalações para o jogo de daqui há pouco vejo que Edinson “não eu não errei é Edinson mesmo” Cavani, atacante do Palermo, entra em lugar de ‘Nacho González’. Veremos, espero, Suárez mais aberto, “El Matador” Cavani de centroavante e Forlán de ‘enganche’ (homem encarregado da ligação do meio com o ataque). A outra mudança uruguaia é a entrada de Fucile pela lateral, saindo Victorino (que fechava o lado direito da zaga, num esquema de 3 zagueiros: ele, Lugano e Godín).
Pelo lado sul-africano a única mudança é a entrada de Masilela na lateral esquerda. Substituição que vale desde o intervalo do jogo com o México, graças ao péssimo rendimento de Thwala como lateral esquerdo no 1ºT. Pé de Uva, conservador como sempre, joga com o time que parece ser, mesmo, a sua melhor formação.
Mas não foi isso que se viu. Obrigado por um sistema ortodoxo, em que parece ser obrigatória a existência de um centroavante, a virar este foco ofensivo, Suárez foi peça nula no jogo contra a França. Pior que isso: foi freqüente vê-lo muito próximo à Forlán, diminuindo o espaço e nem por isso oferecendo maiores possibilidades. (Quem olhou apenas o minuto inicial do jogo viu Suárez sair do meio da área e correr para as costas de Sagna... mas patinar). Pelo SporTV Lédio Carmona chegou a dizer, sem nenhum erro, que Suárez era um autêntico ponta. Infelizmente, depois disso, não foi nada autêntico. Nem ponta.
Com a entrada de Abreu, centroavante de fato, imaginou-se que o Uruguai resolveria o problema. Não foi o que aconteceu, Forlán continuou a ser embolado e não ajudado por seu companheiro.
Com as escalações para o jogo de daqui há pouco vejo que Edinson “não eu não errei é Edinson mesmo” Cavani, atacante do Palermo, entra em lugar de ‘Nacho González’. Veremos, espero, Suárez mais aberto, “El Matador” Cavani de centroavante e Forlán de ‘enganche’ (homem encarregado da ligação do meio com o ataque). A outra mudança uruguaia é a entrada de Fucile pela lateral, saindo Victorino (que fechava o lado direito da zaga, num esquema de 3 zagueiros: ele, Lugano e Godín).
Pelo lado sul-africano a única mudança é a entrada de Masilela na lateral esquerda. Substituição que vale desde o intervalo do jogo com o México, graças ao péssimo rendimento de Thwala como lateral esquerdo no 1ºT. Pé de Uva, conservador como sempre, joga com o time que parece ser, mesmo, a sua melhor formação.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Surpresa: estou com Pé de Uva
Acho Carlos Alberto Parreira – a quem chamo, não exatamente com carinho, de Pé de Uva – um técnico ultrapassado. Há anos ele vende um produto que não entrega: o técnico muito conhecedor de táticas, capaz de implementar um sistema de jogo organizado em qualquer equipe (o que é reforçado pelo vínculo que ele criou, habilmente, com palestras e eventos relacionados ao tema). Ainda que os resultados de seus trabalhos recentes não animem, ele sempre consegue compradores.
Mas burro ele não é. E tomou uma decisão acertada ao não incluir o ídolo sul-africano Matthew Booth no time titular para a estréia. Ainda que Booth seja, inegavelmente, um líder da equipe.
Pé de Uva sabe que o jogo que pode impedir o “vexame” – considero isso um exagero, dadas as óbvias limitações do elenco – de ser o primeiro anfitrião a cair ainda na fase inicial do torneio, é o de abertura, mesmo que tenha dito que os mexicanos são o conjunto mais forte do grupo. Vencendo o México os Bafana Bafana poderiam sonhar com um empate ou mesmo uma vitória em um dos jogos restantes (e ‘El Tri’ teria a capacidade de retirar pontos de Uruguai e França).
Agora imagine que você tem um grande sujeito em seu time de peladas. Em altura inclusive (o substituto de Booth, Khumalo, deixa a seleção dez centímetros mais baixa). Do outro lado, entretanto, o time adversario é de ‘baixinhos’, nada de outro mundo, mas velozes. Tudo indica que seria inútil se eles tentassem vencer com jogadas altas. E aí o grande amigo apresenta o seu defeito: ele já não é nenhuma criança e seu forte nunca foi a recuperação após um drible. Se fosse meu amigo iria pro gol ou pro banco. Na hora.
Meus amigos podem dizer que o cara grande que já não consegue se recuperar após levar um drible sou eu, mas isso não vem ao caso.
Pelo México há jogadores capazes de aprontar em jogadas aéreas, como Guille Franco ou Rafa Márquez, ambos com 1,82m. A saída de Booth também permite que um mexicano, ‘Maza’ Rodríguez, com seu 1,91m, passe a jogador mais alto da partida. Mas ele pode ser marcado por Khumalo, apenas 3cm mais baixo.
Ao escolher Khumalo como titular, Parreira decidiu que os dez anos que separam os zagueiros serão mais importantes neste jogo do que os dez centímetros de altura. E que seu líder de 33 anos sairia humilhado de uma partida na qual tudo leva a crer que ele seria o ponto fraco atacado por jogadores capazes, rápidos e bem mais novos como Carlos Vela ou “Chacharito” Hernández.
Manteve também suas escolhas recentes (encontrar uma partida na qual Booth tenha sido o titular é bastante difícil).
(...)
Duplas de zaga (e participações de Booth e Khumalo) nos amistosos de preparação, dos jogos mais recentes para os mais antigos:
5/jun: 1-0 Dinamarca (Pretoria):
Khumalo jogou o lado de Mokoena. Booth estava no banco e de lá não saiu.
31/maio: 5-0 Guatemala (Peter Mokaba Stadium) (Mphela fez dois gols, mas ambos em pênaltis inexistentes, como pode ser visto em http://www.youtube.com/watch?v=BvpYogEGnF8&feature=player_embedded)
Booth substitui Khumalo aos 21 do 2º T, quando a partida já estava 4-0. Mokoena jogou os 90 minutos.
Obs.: último jogo antes dos cortes. Benny McCarthy ficou sentado no banco e não foi utilizado. Bryce Moon, o lateral direito que vi jogando de volante pela direita pelo Panathinaikos numa Champions League (embora Placar, p. ex., no esquema tático desenhado, tenha o colocado na zaga do time de Parreira), jogou todo o 2º tempo e, no entanto, não impressionou ao treinador brasileiro.
27/maio: 2-1 Colômbia (Joannesburgo) (2 gols de pênalti, quer dizer, o árbitro deu pênalti, né? Modise e Mphela fizeram. Modise, aliás, erra a 1a cobrança)
Mokoena e Khumalo pelos 90 minutos, apesar das 5 substituições da equipe no amistoso. Booth estava no banco.
Video (veja como não há motivos para as penalidades): http://www.youtube.com/watch?v=vfec1V_ijwQ&feature=related
Video (veja como não há motivos para as penalidades): http://www.youtube.com/watch?v=vfec1V_ijwQ&feature=related
24/maio: 1-1 Bulgária (Joannesburgo) (o gol de Sangweni acontece depois de um escanteio que passa por toda a área e o defensor está do lado esquerdo para cabeceá-la para abrir o placar, http://www.youtube.com/watch?v=LdOaR7Cg1qM&feature=related).
Gaxa ou Sangweni (ambos em campo e mais acostumados à função de lateral direito), um dos dois formou a dupla de área com Khumalo. Mokoena, que joga mais freqüentemente como volante no futebol inglês, entrou apenas no 2ºT (substituindo Letsholonyane). Como Sangweni também saiu, podemos deduzir que era ele que acompanhava Khumalo.
Booth não entrou em campo.
16-maio: 4-0 Tailândia
Aqui a zaga também deve ter sido composta por Khumalo e Sangweni (com alguma possibilidade de que Gaxa tenha completado o miolo de zaga). Booth entra em lugar de Sangweni aos 31’/2ºT, quando o placar já apontava 3-0.
Tshabalala fez (cobrando falta) o 1º, Mphela fez dois e Parker completou a goleada, já no fim da partida.
(...)
Dito isso tudo, devo lembrar aos maníacos por apostas que as chances do México vencer com um gol de cabeça aumentaram (nada muito significativo, hehe), no momento em que dei razão a Parreira. A chance de um ‘Leojinx’ é potencializada com o apoio ao Pé de Uva. Sabe como é, né? A razão nem sempre ajuda no futebol... e minha bola de cristal veio embaçada de fábrica. Nela o resultado é 2-1 para os Bafana Bafana, com direito a alguma decisão controversa do árbitro Ravshan Irmatov, do Uzbequistão. E no outro jogo o Uruguai vence, por 1-0, num golaço de Forlán. Coisas da bola de cristal mais defeituosa que conheço.
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Analisando os últimos jogos da seleção comandada por Carlos Alberto Parreira fica difícil entender a surpresa a respeito da ausência de Booth no time titular, não acham? E vocês escolheriam qual zagueiro?
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